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Pássaros - Calopsitas

Nome científico: Nymphicus hollandicus.
Ambiente: Bosques abertos, com vegetação baixa e poucas árvores.
Hábitos: Diurnos.
Longevidade: Mantidas em cativeiro, até 25 anos de idade.
Porte: 30 centímetros, do bico à ponta da cauda.
Envergadura: 45 centímetros.
Maturidade sexual: Entre dois e três anos de idade. Quando o macho perde as listras de amarelas das asas, é sinal que está pronto para o acasalamento.
Reprodução: Deve-se tomar cuidado na fase de aproximação do casal, que pode se mostrar indisposto para a cruza. Por se tratar de ave territorialista, o macho pode entender que a fêmea está invadindo e, caso isso aconteça, tentará expulsá-la. Uma vez que a reunião do par tenha êxito, inicia-se a corte, com bicadas mútuas no pescoço e nas extremidades das asas.
Postura: A fêmea põe de quatro a seis ovos, com dois e trê centímetros de comprimento. Deve-se prestar bastante atenção ao comportamento do macho, para evitar um eventual ataque aos ovos.
Incubação: 28 dias. Macho e fêmea se revezam nos cuidados com os filhotes.
Preço médio do filhote
R$ 45,00 a R$ 150,00

A Bela Calopsita

Para quem gosta de aves exóticas, mas não pretende gastar muito dinheiro para adquiri-las e mantê-las, a Calopsita é uma boa escolha! É uma bela ave, podendo ser domesticada com facilidade, e o que é melhor, sem a dificuldade e risco de ter que apanhá-la “comendo papinha”. Um exemplar bem jovem comendo sozinho pode ser facilmente adestrado vindo facilmente à mão do dono e andando em seus ombros. Fisicamente parece uma miniatura de suas primas, também australianas, as Cacatuas. São animais da família dos Psitacídios, mesma família dos papagaios, periquitos, jandaias, maracanãs, maritacas, etc. É uma ave muito fácil de criar e por isso é recomendada para iniciantes e para quem quer ter pouco trabalho. São aves fortes, que raramente adoecem. Com tanta saúde, a Calopsita vive muito e normalmente morre de velhice.
Ave de grande beleza destaca-se pela crista ereta. Torna-se ainda mais atraente por seu tamanho médio, de cerca de 30cm, e grande diversidade de cores. Permite compor viveiros com diversidades de espécies, aceitando com o seu temperamento pacífico também o convívio com pássaros menores. As qualidades vão além: come pouco, com dieta simplificada composta principalmente por ração e sementes, que se encontram com facilidade nas lojas, e os complementos são comuns, como frutas e verduras e muita água fresca; reproduz-se com facilidade, não tem ímpeto destruidor e não faz estardalhaços, portanto não vai incomodar nem os seus donos nem os moradores ao redor, além de viver bastante, em média 20 anos, se for bem cuidada.
As calopsitas, como todos os psitacídios, têm a capacidade de imitar sons diferentes e a voz humana, mas não é um animal que se possa chamar de "falante". Gosta de emitir seus sons característicos, muito parecidos com cantos de outros pássaros, assobiar, imitar o telefone e o cachorro, mas, na maioria das vezes, fica só nisso, mas se for aventurar-se a treinar sua calopsita para falar, procure usar palavras repetidas, sempre no mesmo tom. As espécies de psitacídios têm maior facilidade para aprender a imitar vozes mais agudas, como as de crianças e mulheres.

SUAS CORES
Originária da Austrália, na natureza a Calopsita é cinza com as bordas das asas brancas, bochechas vermelhas, crista amarelo – acinzentado nas fêmeas e amarelo nos machos, que também apresenta a cabeça dessa cor. É o que os criadores chamam de padrão silvestre ou normal. Quando surgem aves mutantes na natureza, ostentando outras combinações de cores, dificilmente sobrevivem. Elas são vítimas mais fáceis de predadores, pois a coloração diferente ganha destaque e colabora para uma visualização mais rápida da ave. A partir do padrão silvestre, a criação selecionada fixou diversos padrões e também muitas variedades que se caracterizam pela mescla de padrões distintos.
Variações de cores e dimorfismo
1) Arlequim - parte das penas em cinza e amarelo claro, cabeça amarelo forte, bochechas vermelhas e crista amarela;
Diferenças entre macho e fêmea: Macho não tem listras e nem estrias amarelas na cauda.
2) Canela - cor cinza substituída pelo marrom;
Diferenças entre macho e fêmea: Macho mais escuro
3) Cara Branca - macho com cabeça branca, crista cinza e bordas das asas brancas e fêmea com corpo cinza, bordas das asas brancas e face interior da cauda com estrias pretas e brancas;
Diferenças entre macho e fêmea: Macho tem cabeça branca.
4) Fulvo - olhos vermelhos, corpo canela pálido com difusão de amarelo suave e face amarelo forte;
Diferenças entre macho e fêmea: É um dos padrões em que é mais difícil notar o dimorfismo. Via de regra, a fêmea tem cores mais brilhantes.
5) Lutino - cor predominante branco com olhos e bochechas vermelhas e crista e cabeça amarelas;
Diferenças entre macho e fêmea: Macho não tem estrias amarelas na face inferior da cauda.
6) Pérola - faces amarelas salpicadas de cinza, crista amarela riscada de cinza, penas das costas do branco ao amarelo, cauda amarela e peito e barriga listrados de amarelo e cinza;
Diferenças entre macho e fêmea: O macho maduro perde quase totalmente o perolado
7) Prata Recessivo - olhos vermelhos e corpo prateado
8) Prata Dominante - olhos pretos, face e crista amarelos forte e bochechas vermelhas.
Diferenças entre macho e fêmea: Diferencia-se da mesma forma que o padrão normal.

NOMENCLATURA PARA PSITACÍDEOS
GRUPO PM - Calopsitas normais fundo amarelo
PM-01 Calopsita cinza fêmeas
PM-02 Calopsita cinza macho
PM-03 Calopsita canela fêmea
PM-04 Calopsita canela macho
PM-05 Calopsita arlequim cinza
PM-06 Calopsita Arlequim canela
PM-07 Calopsita lutino (cremino)
PM-08 Calopsita fulvo
PM-09 Calopsita silver
PM-10 Calopsita Face amarela
PM-11 Calopsita outros
GRUPO PN - Calopsitas normais fundo branco
PN-01 Calopsita Cara branca cinza fêmea
PN-02 Calopsita cara branca cinza macho
PN-03 Calopsita Cara branca canela fêmea
PN-04 Calopsita Cara Branca canela macho
PN-05 Calopsita Cara branca arlequim cinza
PN-06 Calopsita Cara branca arlequim canela
PN-07 Calopsita Cara branca ino (albino)
PN-08 Calopsita Cara branca fulvo
PN-09 Calopsita Cara branca silver
PN-10 Calopsita Outros
GRUPO PO - Calopsitas Pérolas
PO-01 Calopsita pérola cinza
PO-02 Calopsita pérola canela
PO-03 Calopsita pérola arlequim cinza
PO-04 Calopsita pérola arlequim canela
PO-05 Calopsita Pérola Cara branca cinza
PO-06 Calopsita pérola cara branca canela
PO-07 Calopsita pérola cara branca arlequim cinza
PO-08 Calopsita pérola cara branca arlequim canela
PO-09 Calopsita Pérola Lutina
PO-10 Calopsita pérola fulvo
PO-11 Calopsita pérola silver
PO-12 Calopsita pérola outros
Anuário Informativo Oficial 2004 (www.fob.org.br)

ALIMENTAÇÃO
Sua ave é o que ela come, ou seja, se ela alimenta-se mal, ela será uma ave apática, que não atingirá a maturidade sexual no tempo certo - nem será tão fértil como uma ave normal - e nunca viverá todo o tempo de vida que poderia viver.
As aves precisam de uma quantidade de energia muito maior que os cães e gatos, pois suas taxas metabólicas são infinitamente superiores, de quatro a seis vezes mais. Quanto menor a espécie, mais energia e mais gastos, já que o metabolismo é maior. Diferente dos mamíferos, as aves não guardam e nem estocam nutrientes necessários para sua alimentação em seu corpo. Uma ave necessita diariamente de 40 tipos de nutrientes essenciais, ou pode entrar em estado crônico de desnutrição.
A Calopsita quando na natureza alimenta-se de sementes, além de frutos e insetos. Diferentemente dos outros Psitacídeos que preferem o topo das árvores, costuma alimentar-se no chão. No cativeiro sua alimentação deve ser variada, constando de frutas, verduras, sementes e rações. Mas, não devemos exagerar nas sementes muito oleosas como as de girassol. Pois estas sobrecarregam o fígado destes animais e, com o passar do tempo, pode levá-los a ficar doentes.
Um outro item indispensável na sua nutrição é a areia, para a melhoria da digestão. Todas as aves têm uma estrutura chamada moela, que é um tipo de moedor, para triturar os grãos que elas ingerem. A areia tem a função de aumentar a eficiência deste órgão. Nas lojas de animais, há produtos prontos para este fim. Devemos fornecer também, suplementação mineral. O osso de siba ou farinha de ostra é uma boa opção, pois já cumpre a função de exercitar e modelar o bico.
Sendo assim sua Calopsita deverá comer diariamente:
- mistura de alpiste (20%), painço (50%), arroz com casca (15%), aveia (10%) e semente de girassol (5%).
- fatias de pão duro à vontade.
- maçã em pequenos pedaços e verduras, como espinafre, chicória, almeirão ou couve.
uma a duas vezes na semana. . O milho verde também é bem-vindo tanto na fase adulta como na fase de filhote. Água fresca é fundamental, sirva como abundância e diariamente.

Um casal de calopsita consome em média 50gr de ração a cada dois dias.

REPRODUÇÃO
Na natureza reproduz-se nas épocas das chuvas, quando os alimentos são mais abundantes. Em cativeiro, a reprodução ocorre o ano todo. Faz seu ninho em buracos já existentes no tronco das árvores, geralmente em eucaliptos próximos à água.
A Calopsita reproduz tanto se estiver em viveiro coletivo como se estiver apenas um casal no ambiente. Esta última opção é a mais simples e portanto a mais recomendada. A idade mínima para o acasalamento é de um ano. A Calopsita está apta a reproduzir o ano todo, mas o mais comum que o faça durante a primavera e o verão. O ideal é que não acasala mais de duas vezes ao ano, pois desgasta as aves. Instale na tela da gaiola ou do viveiro um ninho de madeira tipo caixa, medindo cerca de 35cm X 20cm X 20cm (não há necessidade de oferecer material para forração). O macho se exibe para a fêmea, levantando a abaixando a crista, cantando e abrindo as asas. Então ele entra no ninho e a fêmea o segue. Durante cinco ou dez minutos, o macho esfrega a cloaca na da fêmea, que emite um som contínuo e baixo. Durante vários dias, o episódio pode repetir. A postura costuma se iniciar de uma a duas semanas após a união do casal. Normalmente são botados uma média de cinco ovos, com intervalos de cerca de dois dias. A incubação dos ovos varia de 17 a 22 dias. O macho deve permanecer com a fêmea, pois a ajuda a cuidar dos ovos e dos filhotes. Com oito semanas de vida, os filhotes devem ser transferidos para o “viveiro de filhotes”, que deve ser mais espaçoso que o dos adultos para permitir bastante exercício de vôo. As dimensões podem ser de 4m X 3m X 2m.

SEU AMBIENTE
Além da alimentação, devemos tomar cuidado com o abrigo. Estes animais não suportam correntes de ar e frio - sobretudo com variações bruscas de temperatura, podendo ficar doentes facilmente. Para protegê-los, evite colocar gaiolas e viveiros em corredores, perto de muros ou entre vãos onde haja correntes de ar. Proporcione sempre um banho de sol em horários de radiações suaves e uma banheira para eles tomarem banho.

BRINCADEIRAS
Outro fator importante, é a diversão. As calopsitas gostam de brinquedos como escadinhas, sinos, cordas de sisal, pedaços de madeira e espelhos.